A PASTORAL DO MEDO

Há um bom motivo pelo qual o alarmismo é contagioso e irresistível, e se espalha como a peste pelas veias da internet; há um motivo pelo qual os pregadores invariavelmente demonizam seus adversários, e afirmam haver gigantes insaciáveis onde ficará demonstrado haver moinhos de vento: semear o medo torna as pessoas vulneráveis, e gente vulnerável pode ser manipulada...

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VOCÊ SABIA?!

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?...

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PROJETO VALEU PRA VIDA

O Projeto Valeu Pra Vida é um sonho se materializando fundamentado no AMOR 'a Deus e ao ser humano, que buscar atender o cidadão em sua totalidade, corpo-alma-espírito, trabalhando para a sua plena integração com ser e na inter-relação com o outro, seu ambiente social e familiar. É a busca do encontro com Deus, consigo mesmo e com o próximo, viabilizando assim oportunidades Sociais, psicológicas e espirituais...

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sábado, 10 de junho de 2017

A Porta Estreita

A PORTA ESTREITA

O Sermão da Montanha é o eixo central dos estudos da Ordem, todos os demais textos, oriundos das mais diversas tradições filosóficas e metafísicas, são variantes a aprofundar e colorir esse valioso pensamento. Eu estava sentado em uma confortável poltrona na biblioteca do mosteiro, com o olhar perdido na bela paisagem oferecida por suas janelas, refletindo sobre as palavras proferidas nas colinas de Kurun Hattin, quando fui surpreendido pelo Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem. Ele trouxe da cantina duas canecas com café, colocou uma delas na pequena mesa ao meu lado e foi escolher um livro nas prateleiras. Sorri em agradecimento à gentileza e o convidei para sentar na poltrona à minha frente. Aproveitaria que estávamos a sós para conversarmos um pouco. Ele aceitou, se acomodou, bebeu um gole de café e quis saber o que eu estava lendo. Respondi que lia esse precioso legado filosófico, mais precisamente a parte em que falava sobre a porta estreita. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçosa é a estrada que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e difícil o caminho da vida e raro são os que o encontram”, li o pequeníssimo trecho. Comentei que o texto poderia ser um pouco mais extenso para fornecer mais detalhes e explicações quanto ao seu conteúdo. O Velho balançou a cabeça e disse: “O texto está perfeito em sua concisão. Lembre que ele foi elaborado não para alguns, mas para todos. É preciso que, ao seu modo, atinja os mais diversos níveis de consciência. Cada qual encontrará a profundidade a que estiver disposto a mergulhar. O Sermão da Montanha é o Código do Caminho, porém respeito quem o veja como uma grande bobagem”.

Perguntei por que a porta era estreita. O monge arqueou os lábios em leve sorriso e disse: “A porta é estreita porque o ego é enorme; muitas são as desnecessidades e inutilidades que ego insiste em carregar consigo, tornando a viagem lenta, dolorosa e pesada”. Pedi para explicar melhor e o Velho foi atencioso: “A raiz de todos os sofrimentos é a separação entre o ego e a alma. Quanto mais distante um do outro, maior é a divisão do ser, numerosos serão os conflitos e as agonias. A completa integração entre as partes é a plenitude traduzida na paz de espírito que o manterá inatingível aos golpes e venenos do mundo”.

“De um lado, temos a valorização das aparências que tanto encantam o ego; o empoderamento das sombras, a alimentar o egoísmo, a vaidade, a arrogância, o orgulho, o ciúme, a ganância, a inveja, os prazeres efêmeros e o desejo de dominação sobre os outros. Todas essas emoções são frutos do medo e da ignorância”.

“Do outro lado, temos a importância da essência do ser trabalhada pela alma, a verdadeira identidade de todos nós; o amor como estrela-guia, a evolução como objetivo, as virtudes como método de cura e libertação do espírito. São as flores da luz”.

Eu quis saber como aplicar aquelas palavras ao cotidiano. O monge explicou: “Fazemos inúmeras escolhas todos os dias, desde as mais corriqueiras como, por exemplo, se vamos sorrir para o vizinho ou virar o rosto fingindo que não o vimos, até as mais complexas como mudar de emprego, de país ou de estilo de vida. A cada escolha ouviremos as orientações do ego ou os conselhos da alma. Assim, a todo momento estamos definindo a porta pela qual entraremos”.

Questionei sobre a dificuldade da estrada sobre a qual o texto se refere. A paciência do Velho parecia sem fim: “A dificuldade está em percorrê-la levando na bagagem o enorme volume produzido pelos valores a que fomos condicionados, nos quais as buscas espirituais, que devem ocorrer sem detrimento das conquistas materiais no âmbito da sensatez, da necessidade e da ética, restaram em segundo plano. Para viajar pela via da luz é preciso leveza. Não é fácil percorrer a estrada de uma existência terrena disposto abrir mão do supérfluo, do excesso, da fama vazia, do poder mundano de dominação, da ostentação que tantos aplausos e reverências proporcionam.  O brilho que aparenta ainda traz mais admiração do que a luz que sustenta. Inverter os valores culturais nos quais o perdão entre no lugar do ressentimento; a humildade dissolva o orgulho; a justiça se torne um instrumento de educação e não mais de vingança; os princípios seculares do Iluminismo, tais como igualdade e fraternidade, substituam os teimosos privilégios ancestrais, são apenas alguns exemplos que fazem o individuo bailar no ritmo do universo, mas na contramão dos costumes sociais. Não haverá mais tapinhas nas costas nem paparico; no entanto, existirá respeito e compaixão. Há uma enorme dificuldade em dizer para si mesmo que ‘o rei está nu’; ou seja, que os valores que o orientaram até aqui são ilusórios e que a verdade é diferente: a riqueza, o poder e a magia estão dentro, não fora de si. Devemos privilegiar a bagagem que cabe no coração, como a alegria, a dignidade, a liberdade e a paz”.

“A porta estreita é a passagem permitida apenas àqueles que escolhem caminhar com o cajado das virtudes. Por necessidade evolutiva, o refinamento das virtudes no ser é a jornada de aproximação e integração entre o ego e a alma, como exercício de superação. A absoluta unidade entre o ego e a alma, indispensável à plenitude, somente será possível para quem se dispõe à jornada do autoconhecimento. Esta é a verdadeira batalha, assim iniciamos e seguimos no Caminho”.

Comentei que eu era capaz de enumerar muitas virtudes: o amor, a justiça, a pacificação, a mansidão, a generosidade, a gratidão, a dignidade, a sinceridade, a honestidade, a compaixão, a misericórdia, a delicadeza, a doçura, a paciência, o respeito, a harmonia, a pureza, a coragem, a alegria, ânimo, a firmeza, o bom-humor, a humildade, a simplicidade, a esperança, a fé, entre outras que eu pudesse ter esquecido naquele momento. O Velho deu de ombros e perguntou: “Responda, não para mim, mas para você mesmo, quais delas você já traz sedimentadas em si?”.

Abaixei os olhos e confessei que muitas vezes encontro desculpas para abdicar das virtudes em minhas escolhas. O monge concordou: “O mundo sempre oferece uma linha de raciocínio tortuosa para justificar os desejos do ego em detrimento das necessidades da alma. Este é o trabalho incansável das nossas sombras: os inúmeros truques para nos iludir quanto à verdade e nos afastar da luz. Então, brigamos e sofremos. No entanto, temos o poder e a magia da vida”. Interrompi para dizer que não acreditava em magos e magias. O Velho deu uma gostosa gargalhada e disse: “Todos somos feiticeiros; magia é transformação. Alteramos a realidade na medida em que aceitamos as transformações internas orientadas pelos valores da luz que nos habita”.

Tornei a interromper para questionar sobre tais valores. O monge explicou: “Aperfeiçoar em si cada uma das virtudes que você acabou de elencar é iluminar e transmutar as sombras. Ao invés de brigar com as suas sombras, abrace-as com carinho, reconheça as suas dificuldades e, como um pai amoroso que se dedica à educação do filho, mostre que elas podem e devem evoluir, pois o ser precisa se tornar uno por imperativo de evolução. Assim, aos poucos, afinamos cada uma das virtudes, até que todas estejam alinhadas na consciência e no coração. Este é o processo para o encontro da verdadeira paz e da autêntica liberdade. Então, perceba como tudo se altera ao seu redor. Isto é pura magia”. Falei que eu era uma pessoa pragmática e empírica. Pedi para ele explicar como as virtudes, na prática, poderiam alavancar a minha evolução e fazer a diferença no mundo.

O Velho não se fez de rogado: “A vida é farta em oportunidades. As virtudes estão à espera do nosso comando, sempre dispostas a iniciar a jornada de cura e libertação. Os exemplos são inúmeros:

Todas as vezes que o mundo acusar alguém, podemos avolumar a condenação, afundando o infeliz em tristeza e culpa; ou resgatá-lo para a luz, mostrando a ele a possibilidade e a responsabilidade de fazer diferente e melhor da próxima vez;

Quando estiver diante de um dilema entre a lei e a justiça, no qual o direito te protege na medida que a justiça se afasta, renuncie aos privilégios concedidos como exemplo sagrado de equidade;

Ter firmeza para estancar o mal, sem esquecer da compaixão e da misericórdia em relação ao infrator. Precisamos nos afastar do terrível risco da vingança, estágio de equiparação nas trevas. A justiça é uma virtude que se completa com a educação e não com a mera punição;

Diante da ofensa, nunca esqueça que a humilhação é uma flecha de curto alcance e não atinge quem voa com as asas da humildade e da compaixão. Perdoe e siga em frente;

Diante das exigências das inevitáveis reformas sociais, traga sempre consigo a mansidão. É aliada inseparável dos argumentos cristalinos. Não esqueça que as transformações apenas se efetivam de dentro para fora do indivíduo, nunca ao contrário. E acima de tudo, se o argumento é forte, lembre que o exemplo é o definitivo de mudança;

O mundo precisa de mais diplomacia e menos julgamentos. Ao se deparar com um conflito entre terceiros dispa-se do tentador papel de juiz; aceite a difícil incumbência do diplomata a costurar a paz e o entendimento. Não raro, quando duas pessoas discutem ambas têm razão, cada qual dentro do seu nível de consciência, capacidade amorosa e esfera de interesses e dificuldades;

Nunca seja um muro na estrada alheia. Torne-se a ponte pela qual todos farão a travessia sobre os abismos da existência terrena. Embora o Caminho seja solitário, a viagem é solidária. Ninguém cumpre a jornada sem ajuda;

A alegria é a melhor maneira de agradecer por todas as flores que enfeitam a vida. Por mais que você se recuse a vê-las, acredite, a beleza está por toda parte. Possibilitar o sorriso de alguém é a mais poderosa das orações de gratidão e uma valiosa magia; o bom-humor é uma constante nos espíritos iluminados. Não há vaga para os ranzinzas no trem que leva às Terras Altas.

Jamais se lamente ou imponha aos outros a sua vontade. Apenas se transforme. As virtudes estão aí para isto”.

O monge deu uma pequena pausa e concluiu: “Os bons exemplos não cessam aqui, são infinitas as aplicações das virtudes como ferramentas da Luz a transmutar as sombras individuais e coletivas. O aprimoramento das virtudes é um eficiente método de evolução”. Comentei que era tudo muito difícil. O Velho rebateu de pronto: “Por isso a porta é estreita e o a estrada exige esforço”.

Ficamos um bom tempo sem dizer palavra. Rompi o silêncio para me confessar surpreso com a longa interpretação do monge em relação a um pequeno parágrafo de tão poucas linhas. Ele deu de ombros e comentou: “O mergulho não foi tão profundo. Podemos ir muito mais longe”. Acrescentei que toda essa teoria era nova. O Velho me ofereceu um belo sorriso e a devida correção: “Não, Yoskhaz! Toda a sabedoria é muito antiga e nasceu em tempos imemoriais. Ao lado do amor, a sabedoria tem cultivado as sementes da luz e da verdade nos campos da humanidade desde sempre. Nós é que teimamos em não aprender. Repare que Jesus proferiu o discurso há dois milênios com a autoridade de quem oferece a si mesmo como exemplo das suas palavras. Embora a porta seja estreita, ela é a única entrada para o Caminho.  A porta está à disposição de todos, a qualquer momento; basta apenas uma escolha”. Deu uma pequena pausa antes de fazer a observação final: “Repare a preocupação do universo para conosco. Um pouco mais de mil anos depois do Sermão da Montanha, o mestre pediu para que um dos seus mais valorosos apóstolos retornasse, para nos lembrar não apenas sobre o poder do amor, a virtude maior, mas também para mostrar a sabedoria transformadora das demais virtudes e sinalizar o Caminho”. Interrompi para dizer que não sabia do que e de quem ele se referia. O Velho fechou os olhos e cantarolou a oração ensinada por Francisco:

“...
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
...”.

Outros textos do autor em www.yoskhaz.com

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mecânica Quântica

Mecânica Quântica

Significado

A mudança de paradigma, de sistema de crenças, da humanidade depende de entender o que vamos explicar a seguir.
O experimento da Dupla Fenda é o experimento mais fundamental da história da ciência porque ele muda toda a concepção de como o mundo é. Quando se emite um único fóton (luz) e temos uma única fenda aberta (um obstáculo de papelão por exemplo, com um único buraco aberto), encontramos depois do obstáculo pontos específicos onde o fóton chegou. Isto é, ele passou como uma partícula (massa). Quando temos duas fendas abertas, encontramos depois franjas claras e escuras, mostrando que houve uma interferência construtiva (o pico de uma onda colidiu com o pico de outra onda) de ondas com ondas. As ondas do fóton colidiram com as ondas dos fótons e formaram as franjas. Provando que são ondas. Isso acontece mesmo quando emitimos apenas um fóton por vez, mostrando que ele interferiu com ele mesmo. A onda dele interferiu com a onda dele mesmo, após passar pelas fendas. Desta forma ficou provado que o fóton é partícula e é onda ao mesmo tempo. Existem experimentos específicos mostrando que a luz é partícula e é onda. Podemos escolher usar o fóton como partícula (massa) ou como onda.
Mesmo quando se faz o experimento de escolha retardada, fechando ou abrindo uma das fendas, após o fóton já ter passado pelo obstáculo, ele se comporta como optamos. Mesmo ele já tendo passado pela(s) fenda(s). Se ele passou por uma fenda (partícula) e nós abrimos a outra fenda, ele mostrará que interferiu consigo mesmo (onda). Atentem que ele já tinha passado como partícula e nós abrimos a segunda fenda depois que ele passou; e mesmo assim ele apresenta as franjas da interferência de uma onda com outra. Ele sabe o que nós queremos e se comporta como tal. Se tivéssemos aberto duas fendas e depois fechássemos uma delas, ele se comportaria como partícula. Nós escolhemos tratar o universo como partícula (massa) ou como onda.
Esse experimento já foi feito até com 100 moléculas. O que é um tamanho gigantesco em termos quânticos.
De Broglie provou que existem ondas de matéria.
Tudo pode ser tratado como onda em última instância. E tudo que é energia é informação. Na verdade o universo é in-formado pelo Vácuo Quântico.
Quando nos aprofundamos na matéria com um microscópio eletrônico e o apontássemos para a mão de uma pessoa, veríamos moléculas, depois células, depois átomos, depois o núcleo o átomo, depois os prótons, depois os quarks, depois as cordas e depois o Vácuo Quântico. O oceano de energia primordial infinita de onde tudo emerge. Não importa para onde olhemos com nosso microscópio, seja para a mão de uma pessoa, seja para a pele de um cachorro, seja para uma pétala de flor, seja para uma pedra, seja para o ar que respiramos, seja para qualquer coisa que exista no universo, lá no fundo de tudo encontraremos esse Vácuo Quântico. Essa Energia Infinita que vibra de maneira infinita e que quando diminui um pouco sua vibração pode ser tratada como massa (matéria). É assim que a matéria passa a existir no universo. Essa matéria (o Vácuo Quântico), que diminuiu sua vibração (freqüência) para poder ser tratado como partícula, pode então ser tratada como quarks, prótons, átomos, moléculas, células, órgãos, pessoas, etc..
Quanto mais Ele sobe em organização menor é sua vibração (freqüência) até ter uma freqüência baixíssima como nosso cérebro que vibra poucas vezes por segundo, para que possamos agir como humanos e interagir com outros humanos.
Tudo que existe é apenas uma redução da freqüência do Vácuo Quântico. Ele se reduz para que possa interagir como matéria. Na verdade Ele muda de dimensão para poder atuar em inúmeras dimensões da única realidade que existe. Tudo é uma única coisa. O Vácuo Quântico. Em última instância só existe uma Única Onda.
O Vácuo Quântico é pura consciência. Inteligente e amoroso. Nossa consciência é uma parte Dele. Uma parte do Todo. De Tudo-O-Que-Existe. A consciência de qualquer pessoa é uma parte da consciência Dele. Uma parte individualizada, personalizada. Saiba disto ou não. Perceber isso é o que se chama evolução ou iluminação. Quando a consciência da pessoa uniu-se totalmente com a consciência do Todo, a pessoa está iluminada. Existem vários graus de iluminação é lógico, da mesma maneira que existem lâmpadas que iluminam mais ou menos. Quando mais unificado com o Todo mais iluminado está e mais manifesta o Todo na realidade. Seja ela em que dimensão for.
O Vácuo Quântico é conhecido normalmente pelo nome de Deus. Quando as pessoas falam de Deus é do Vácuo Quântico que estão falando. Ele é tudo o que existe. Sua consciência é tudo o que existe. De Sua consciência é que surge tudo no universo. Foi Sua consciência que emanou este universo. O que os humanos chamam de Big Bang. Foi uma expansão de uma parte Dele. Da mesma forma Ele emana outros universos, multiversos e consciências individualizadas de Si Mesmo. O que se chama de Centelhas Divinas. Todo ser que existe no universo é uma Centelha Divina do Todo. De Deus. Uma parte de Deus. Existe uma forma teológica de falar tudo isso, mas o significado é o mesmo.
O Todo é onipresente, onipotente e onisciente. Isto é, Ele está em todo lugar (é tudo o que existe), pode fazer tudo (porque é tudo o que existe) e sabe de tudo (porque tem consciência de tudo. E o mais importante é Puro Amor Incondicional. Sua essência é Amor. O Todo é Amor. Deus é Amor.
Agora vem a questão crucial para quem conhece a Mecânica Quântica pela primeira vez. A pessoa intui ou sabe o que está explicado acima. Este fato faz com que a pessoa tenha de tomar uma posição em relação ao Todo. Em relação a Deus. Ela não tem como negar que é parte Dele e que tem de evoluir para unificar-se com Ele. Isso é inevitável. Quer a pessoa queira ou não. Mais cedo ou mais tarde. O amor que a pessoa sente é uma ínfima parte do amor que o Todo sente, mas é uma parte mesmo assim. É por isso que quando a pessoa entendeu o que está explicado aqui seus olhos brilham. A pessoa se transformou. É por isso que dá para perceber na expressão da pessoa se ela entendeu o que a Mecânica Quântica explica.
A Centelha Divina fica esperando o quanto for até que a pessoa (ego) decida deixar que a Centelha atue cada vez mais na vida daquela pessoa. A grande questão é como a pessoa se relaciona com o Todo. Com Deus. O quanto amoroso é este relacionamento ou não. Se a pessoa deixa o Todo atuar na sua vida ou não. Se ignora o todo ou não. Se quer saber do Todo ou não. E isso só afeta a própria pessoa, pois a pessoa é o Todo. Saiba disto ou não. O Todo esperará até que a pessoa decida ter um relacionamento consciente com Ele. Quem está perdendo em não se relacionar com o Todo é a pessoa.
Como o Todo é puro amor, Sua capacidade de amar é infinita. Todos sabem que o amor é a coisa mais prazerosa e realizadora que um ser pode sentir. Imagine o quanto o Todo sente de prazer amando da forma que ama. Já que Ele é o próprio amor. O que os humanos sentem é uma gota d’água deste Oceano de Amor que é o Todo. É por isso que o amor que um místico sente é tão imenso que ele muda uma civilização. É por isso que os Avatares mudam um planeta. E estão tendo que conter o Amor do Todo dentro de um corpo humano, caso contrário explodiriam (vide explosão de Hiroshima, quando uma pequena parte da força forte foi expelida do núcleo de alguns átomos).
Portanto, toda a questão se resume neste relacionamento parte/Todo. Pessoa e Deus. É por isso que o paradigma tem de mudar. Para perceber que o Todo é puro amor. Quando a pessoa sente isso todos os problemas estão resolvidos. Não importa em que tempo, dimensão, vida, etc.. A pessoa está nas mãos de Deus. Isto é, uniu-se a Ele. Rendeu-se como falam os budistas. E esse sentimento é extremamente confortador. O Pai nos ama e nunca se deixa vencer em generosidade.
Quanto mais a pessoa amar outra criatura, mais o Pai a amará. Quando mais a pessoa der mais ela receberá. Façam essa experiência e todas as dúvidas desaparecerão. E tudo estará resolvido.
a pessoa estará preparada para ajudar aos outros irmãos a também encontrarem o Pai, a Deus, ao Todo. Nesse ponto a pessoa unificada permitirá que o amor do Todo passe por ela e se derrame pela criação. Seja onde estiver. Nesse ponto não existe mais o ego. Apenas Deus atuando sem cessar. Nesse ponto o ego foi consumido pelo amor de Deus. A Centelha está unificada com o Todo. A individualidade permanece, mas só existe a vontade do Todo. Os dois são uma coisa Só.
Hélio Couto

sábado, 22 de abril de 2017

SABENDO ISSO!

SABENDO ISSO!
"Tendo os olhos de vosso entendimento aberto, para que saibais".
O MAIOR TESOURO QUE VOCÊ DEVE BUSCAR NESSE TEMPO, É TER SUA MENTE SÃ!rsb
..Entretanto existem QUATRO, tipo de saberes: Um saber i

 Saber Intelectual!

É aquele que todo ser humano adquire por hereditariedade, pelos livros, academia e através do meio que convive..

Saber Teológico

É aquele saber, que se sabe através dos estudos da teologia, do conhecimento escriturístico e literatura paralela do sistema religioso..

Saber Posicional

É aquele saber que se sabe em que posição estamos em relação a bíblia, e a vida....

Esses tres saberes são muito importantes e interessante e agrega conhecimento, porém NÃO tem poder de transformar o SER HUMANO DE DENTRO PRA FORA...
É preciso, nessa hora, de transição da vibração do universo, que façamos uma estrada que nos leve para dentro de nós mesmos, na busca da iluminação e do auto_conhecimento.
Saber REVELADO, ou seja, aquele saber que vem do abrir nosso entendimento(revelação), de ter nossa mente aberta(expansão dá consciência) para compreender e ver o Cristo ressurreto..Revelação é luz, Jesus é a luz, quando O vemos logo sabemos...Estar nessa consciência Crística é estar em amor!
O deus desse século(EGO) cegou o entendimento para que não resplandeça a luz do evangelho que é essa consciência Crística, Cristo Jesus..tendo iluminado os olhos de vosso entendimento para que saibais, diz nosso irmão Paulo.
É uma decisão diária: Ou o ego continua no controle, com a mente e os pensamentos que não te deixa parar, ou você tem a revelação, luz, entendimento aberto, e agora, Cristo, Deus, o amor, tem o controle de sua mente e espírito.
Precisamos ver a Cristo para que possamos saber e sermos ttte transformados de dentro para fora!
É o único saber que transforma e nos faz semelhantes ao Mestre do Amor, nos ensina a andar como Ele andou, amando, perdoando, tolerando, servindo, nos transformando assim em AMOR AMBULANTE EM NOSSA SOCIEDADE, de outra forma NÃO SABEMOS.....Você sabia?
Se não sabe, busque saber atavés de uma revelação clara, verdadeira, genuína e extraordinária do AMOR, Cristo, em nós, assim poderá resplandecer como LUZEIROS em uma sociedade sem saber, em trevas e enzumbizada! De outra forma, sem esse saber a vida que se vive não é vida, é apenas existência!....Fique então sabendo...
Desejo que nessa hora enquanto a vida vai acelerando, você possa parar e refletir, como está seu saber, qual nível de luz há em ti, o que você sabe, e como tem estado seu dia a dia em relação ao ensino do nosso mestre do amor,....amai_vos uns aos outros como eu vos amei! Fique sabendo!(mtfp)
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domingo, 26 de março de 2017

Vestigios do Dia

Vestígios do dia
"Existem algumas cenas de filmes que são arquetípicas. Cenas que marcam uma geração. No filme “Matrix” temos a cena em que Morpheus oferece as duas pílulas para Neo.
No filme “Vestigios do dia” com Anthony Hopkins temos a cena em que o dono da casa está conversando com dois convidados e chama o mordomo. Os convidados estão conversando sobre política europeia antes da Segunda Guerra. Quando o mordomo vai se retirar um dos convidados faz três perguntas ao mordomo e este não sabe responder nenhuma delas. Então o convidado que fez as perguntas diz ao dono da casa: “e são milhões iguais a este que votam”.
Esta cena é muito importante. Ela diz muita coisa sobre a humanidade. Existem os “milhões que votam” e existem os que decidem o que acontece. Os “milhões que votam” não sabem sequer do que os convidados estão falando. E são estes convidados, seus colegas e amigos, que decidirão fazer a Segunda Guerra onde 60 milhões “que votam” morrerão.
E assim é com todas as guerras, todas as “crises econômicas”, todas as decisões que afetam as vidas dos “bilhões que votam”.
Existe um ditado que diz que “conhecimento é poder”. Esta é uma absoluta verdade. Sem conhecimento uma pessoa está numa posição de escravo de outrem. Perceba isso ou não. O controle sobre a própria vida será praticamente nulo. Será um servo ou um “lulu” como os sumérios falavam.
Nunca foi tão fácil obter conhecimento como hoje. Existem “sebos” de todos os tipos que vendem obras fundamentais por um preço mínimo. E existe um acervo gigantesco de informação na Internet virtualmente de graça. E o que isso mudou? Praticamente nada. Se nós fizermos aquelas três perguntas para a maioria absoluta das pessoas em qualquer rua de qualquer cidade do mundo, teremos a mesma resposta do mordomo. E estamos em 2013.
Será que as pessoas não percebem que sem conhecimento são escravos? Será que entendem que adquirindo conhecimento serão livres? Será que não acreditam que podem ser livres? Ou já se conformaram em ser escravos? Ou elas acham que já entenderam como funciona o planeta Terra? Será que as pessoas vivem em “silencioso desespero” como disse Thoreau? E acham que não tem saída para suas vidas? Ou acham que é assim mesmo que é a vida?
A questão é que existe uma atitude que poderia mudar tudo. “Não jogar para debaixo do tapete” quando percebe que não conhece um determinado assunto. Procurar estuda-lo até que esteja consciente de tê-lo entendido. Só que para entender algo é preciso raciocinar, usar a razão. Caso contrário ficaremos com as meia-verdades ou mentiras. E é fácil saber se algo é verdadeiro ou não. Basta verificar se funciona ou não. Vejam a situação do planeta Terra. Será que a humanidade desconfia de que tem algo errado na administração deste planeta?
O mordomo frequentou uma escola? É claro que sim. E não entende o que os convidados conversam! Portanto o que ele aprendeu na escola é suficiente para que ele seja mordomo. Nada mais. E isso é que ele tem de entender para poder sair da situação que está. Ou ele não quer sair da situação que está? Está bom do jeito que está?
A atual crise econômica foi criada durante 25 anos. Quem percebeu que ela estava sendo criada? A mesma situação do mordomo e os convidados. Os que criaram são a meia-dúzia que sabe fazer as perguntas. E criar a “realidade”. Os demais pagarão a conta. Leiam “O sequestro da América”.
Muitos dirão que não tem tempo para estudar ou que não tem dinheiro. É exatamente assim que querem que as pessoas pensem. Tempo é uma questão de prioridade. Todos podemos dispor de alguns minutos para ler um livro que realmente faça a diferença. E quanto se gasta de tempo com “divertimentos” que não acrescentam nada?
Existem duas classes de pessoas neste planeta. Temos a “classe média” que teria condições de ler e aprender como funciona o mundo. E temos a classe que mora nas periferias que não tem tempo, nem dinheiro, nem condições, nem estudo para entender sequer que é possível mudar isso. Essas duas classes de pessoas já introjetaram a crença de que não é possível resolver os problemas deste planeta. E quando acontece isso é praticamente impossível expandir a consciência de uma pessoa que acha que já sabe tudo. Mesmo quando se explica detalhadamente e maciçamente que é possível a mudança e como faze-la, a pessoa resiste à qualquer mudança que leve à solução dos seus problemas.
Como disse Dostoievsky no conto “O Grande Inquisidor”, o livre-arbítrio é considerado a pior maldição da humanidade. Ter de decidir a própria vida é algo que a humanidade detesta. É muito mais fácil receber ordens. Todas as crianças na mais tenra idade deveriam ler este conto. Daí elas entenderiam o que aconteceu com Jesus e porque aconteceu. E o que aconteceria de novo. E de novo. E de novo...
Até quando?"
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O SER INTEIRO

O SER INTEIRO
Tinha feito calor o dia inteiro. A brisa que descia das montanhas tornava o final da tarde bastante agradável no mosteiro. Encontrei o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, sentado em uma confortável poltrona situada em uma das varandas que permite uma belíssima vista dos vales que se avizinham abaixo de nossa sede. Pedi para sentar ao seu lado e ele concordou com um movimento de cabeça. Por me conhecer há algum tempo, foi direto ao ponto: “O que lhe aflige”? Expliquei que muitas vezes, mesmo na certeza de tomar a decisão correta, algum desconforto se instalava em mim, o que era uma contradição. Ele pediu para que eu fosse mais específico e acrescentou: “Vamos ao caso concreto”.
Expliquei que um grande amigo tinha me pedido dinheiro emprestado. Era um valor considerável. Embora eu tivesse a quantia, que estava guardada para outros fins, neguei o empréstimo. Isto furtara a minha paz nos últimos dias. Ponderei que estranhava os meus próprios sentimentos, uma vez que a convicção da minha escolha deveria pacificar o meu coração. Com os olhos vagando no horizonte, o Velho falou: “O espírito, a verdadeira identidade eterna de todos nós, em sua infância, nosso atual estágio, tem o ego distante da alma como se estivéssemos divididos em dois. Por um lado, o ego se empenha pelas conquistas materiais e os prazeres sensoriais, os aplausos e o brilho social. Pelo outro, a alma se alegra com as vitórias dos sentimentos sobre os instintos, com a superação das dificuldades, com a transmutação das próprias sombras em luz. O ego quer o reconhecimento do mundo; a alma quer que o melhor de si brote para o mundo. O ego está ligado às paixões; a alma ao amor. O ego está no âmbito do eu; a alma pensa em nós. Na viagem do aperfeiçoamento o Caminho nos impõe escolhas. Com o ser dividido em dois as decisões criam conflitos internos. Estes conflitos geram desequilíbrio em todos os níveis”. Deu uma pausa antes de acrescentar: “Temos que alinhar o ego à alma, no sentido de que os desejos daquele estejam em harmonia com as buscas desta. Da mesma maneira temos que trabalhar o ‘eu’ sem esquecer o ‘nós’, sendo que a recíproca também se aplica. Ou seja, cuidar do mundo sem esquecer de si. São partes da mesma arte. Assim o ser se torna uno, se liberta das angústias mundanas, conhece a plenitude e a paz”.
Pelos vínculos do amor